Concordo com o Jorge Ferreira quando diz que agora quem manda é Manuela Ferreira Leite.
Quando vi esta notícia do Público, lembrei-me de que não tinha ainda aqui abordado as eleições directas do PSD.
A questão já foi amplamente discutida na blogosfera, em particular aqui. Não obstante, convém então apenas recordar o panorama nos dois partidos do centrão.
Por um lado, temos um executivo de maioria absoluta do PS com uma tarefa, no que à conjuntura internacional concerne, muito complicada. Por muitos bons resultados que se venham a obter (para nosso bem esperemos que sim, independentemente das opiniões naturalmente divergentes), ficaremos com a sensação de que poderia ter sido feito melhor, caso o contexto internacional “colaborasse” positivamente. Não obstante, o Partido Socialista depende somente de si para alcançar uma segunda maioria absoluta.
Por outro lado, quanto ao PSD, apetece dizer: “Manuela Ferreira Leite, prepara Rui Rio.” Como é de fácil compreensão para o comum dos mortais, categoria na qual orgulhosamente me incluo, seria demasiado arriscado para o Presidente da Câmara Municipal do Porto concorrer contra Sócrates em 2009. Arriscava-se a perder as legislativas e as autárquicas. Assim, a ex-Ministra das Finanças avança contra Sócrates e, se aguentar até lá, consegue retirar a maioria absoluta ao Partido Socialista. Neste cenário, já com a Câmara Municipal do Porto ganha, M. F. L. retira-se algum tempo depois das legislativas. Aí, com um considerável apoio no seio do partido, Rui Rio avança para a liderança.
Et… Voilá, temos o sucessor de Sócrates, tendo em conta o clima de rotativismo em que vivemos.
Só uma nota: como vai, até lá, ser o comportamento de Ângelo Corr… perdão, Pedro Passos Coelho?




