Do outro lado do Altântico, Barack Obama acabou de assegurar a nomeação democrata. É o primeiro afro-americano a concorrer à Presidência dos Estados Unidos da América, quer pelos Democratas ou pelos Republicanos.
Apesar da insistência da sua adversária, Hillary Clinton, nada existe a fazer contra a matemática. Obama atingiu os 2118 delegados e será o adversário de John McCain em Novembro próximo.
Apesar de se consubstanciar, face a Hillary Clinton, como um candidato mais fraco contra John McCain, é tempo de simplesmente mudar. Já lá vão 20 anos de Bush-Clinton-Bush. Uma vitória de Clinton, embora igualmente justa, não iria responder às aspirações de muitos jovens que despertaram para a política através dos eloquentes discursos de Jon Favreau, o speechwriter que Obama conheceu na Convenção Democrata de 2004.
Não respondendo a estas aspirações, a política não tem sentido, apenas enquanto responda às justas expectativas dos cidadãos, no fundo aos inputs que David Easton brilhantemente expôs na sua obra, é que a política terá um real significado para o comum dos homens.
Não existem dúvidas de que a pessoa mais irritada no mundo, neste momento, será Bill Clinton.
Para a segunda pessoa mais irritada tenho um palpite: talvez o Carlos, do Câmara de Comuns.


