Todas as ideias que hoje julgamos perpétuas, não passam de meros rascunhos do que serão as nossas reflexões do amanhã. Não obstante a sua eminente precaridade, são elas que constituem a nossa essência. Assim sendo, o seu registo consubstancia-se como uma actividade da mais alta pertinência. É a isso que me proponho.

Já Está!

In barack obama, eua, hillary clinton, john mccain, partido democrata, partido republicano, política on Junho 4, 2008 at 1:19 am

“O senador Barack Obama será o candidato democrata às eleições presidenciais norte-americanas, avança a CNN. Segundo as projecções daquela estação, Obama conseguiu já os 2118 delegados à convenção democrata que lhe garantem a nomeação.”

Do outro lado do Altântico, Barack Obama acabou de assegurar a nomeação democrata. É o primeiro afro-americano a concorrer à Presidência dos Estados Unidos da América, quer pelos Democratas ou pelos Republicanos.

Apesar da insistência da sua adversária, Hillary Clinton, nada existe a fazer contra a matemática. Obama atingiu os 2118 delegados e será o adversário de John McCain em Novembro próximo.

Apesar de se consubstanciar, face a Hillary Clinton, como um candidato mais fraco contra John McCain, é tempo de simplesmente mudar. Já lá vão 20 anos de Bush-Clinton-Bush. Uma vitória de Clinton, embora igualmente justa, não iria responder às aspirações de muitos jovens que despertaram para a política através dos eloquentes discursos de Jon Favreau, o speechwriter que Obama conheceu na Convenção Democrata de 2004.

Não respondendo a estas aspirações, a política não tem sentido, apenas enquanto responda às justas expectativas dos cidadãos, no fundo aos inputs que David Easton brilhantemente expôs na sua obra, é que a política terá um real significado para o comum dos homens.

Não existem dúvidas de que a pessoa mais irritada no mundo, neste momento, será Bill Clinton.

Para a segunda pessoa mais irritada tenho um palpite: talvez o Carlos, do Câmara de Comuns.

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